Fontes consultadas
- O detalhe de cada fonte aparece depois da consulta.
Reputação de IP · verificação ao vivo
Antes de aceitar um e-mail, o servidor que o recebe pergunta a várias listas se o endereço que o envia tem antecedentes. Aqui você pode fazer essa mesma consulta em português: digite um IPv4 público e nós devolvemos o resultado fonte por fonte, junto com a explicação do que ele significa e do que fazer se o seu endereço aparecer. É um sinal limitado: as listas privadas de cada provedor não podem ser consultadas de fora.
Verificação ao vivo
Digite um endereço IPv4 público e nós o consultamos, uma por uma, nas fontes de listas de bloqueio e de reputação que temos configuradas. Você verá o veredito de cada fonte separadamente, não só uma contagem. Se não sabe qual endereço verificar, comece pelo seu com o botão “Usar meu IP atual”.
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Uma lista de bloqueio de IP (a famosa blacklist) é um registro público de endereços marcados por enviar spam ou por atividade abusiva. Os servidores de e-mail a consultam antes de aceitar uma mensagem, e é por isso que um endereço listado faz os e-mails voltarem. A verificação desta página confere, fonte por fonte, as listas públicas que temos configuradas para o IPv4 que você informar. Não aparecer significa que você não está nessas fontes, não que o seu endereço esteja limpo em todo lugar.
O mecanismo é simples. Quando chega uma mensagem, o servidor de destino olha de qual endereço IP ela vem e o procura em uma ou várias listas. Essa consulta viaja por DNS, e daí vem o nome técnico dessas listas: DNSBL, listas de bloqueio baseadas em DNS. Se o endereço consta em alguma, a mensagem é recusada durante a própria conexão, antes de chegar a qualquer caixa de entrada.
Cada lista é mantida por uma organização diferente — projetos antispam, empresas de segurança — e cada uma decide por conta própria quem inclui e quando retira. Não há autoridade central nem critério comum: um endereço pode constar em uma lista e estar impecável nas demais, e o procedimento para sair muda de uma para outra. Entre as mais conhecidas estão Spamhaus, Barracuda e SORBS.
O e-mail não é o único que pergunta. Firewalls, serviços de segurança e regras de CDN também consultam listas de reputação, e aí o efeito não é uma devolução, e sim uma requisição bloqueada: a página nem chega a carregar e quase nunca explicam o porquê.
O endereço avaliado é sempre o público, aquele que a sua rede mostra para fora; os internos do tipo 192.168.x.x não saem para a internet e não aparecem em nenhuma lista. Se você não sabe com qual está navegando, a verificação de qual é o meu IP público mostra para você, e a consulta de ASN indica a qual rede ele pertence.
Falar de “a lista de bloqueio” no singular confunde, porque não existe uma só, e sim dezenas, e cada uma responde a uma pergunta diferente. Saber qual delas marcou você muda completamente a leitura do resultado.
Essa diferença explica uma situação muito comum: um endereço residencial que aparece em uma lista de política e em nenhuma outra. Não há nada para corrigir nem nada para pedir. O resultado só está dizendo que essa conexão não foi pensada para conversar de igual para igual com outros servidores de e-mail.
Vale acrescentar algo que quase nunca se conta: as listas nascem e morrem. Alguns projetos funcionam há décadas e outros fecham, e quando isso acontece o nome continua vivo na configuração de servidores que ninguém revisou. Se uma devolução menciona uma lista que não existe mais, o problema não está no seu endereço, e sim no servidor que continua a consultá-la, e a única coisa a fazer é avisar o destinatário.
A consulta a uma lista DNSBL não é uma chamada a uma API nem uma busca em um site: é uma pergunta de DNS. Os quatro octetos do endereço são invertidos e recebem o nome da zona no final, de modo que 198.51.100.7 é perguntado como 7.100.51.198 seguido do domínio da lista. Por isso a resposta chega no mesmo formato de qualquer outra resposta DNS, e por isso só existem três desfechos possíveis.
Esse terceiro caso é o que gera mais conclusões erradas, porque à primeira vista se parece com um resultado limpo. Um painel honesto os separa: “Não listado” e “Fonte indisponível” não significam a mesma coisa, e só o primeiro é um sinal. Se uma fonte aparece repetidamente sem veredito, refaça a consulta mais tarde antes de tirar qualquer conclusão, para um lado ou para o outro.
E vale a pena ler o resultado fonte por fonte em vez de ficar só com a contagem. Estar em uma lista consultada por quase todos os grandes provedores de e-mail tem consequências imediatas; estar em uma lista marginal que quase ninguém usa pode não ter nenhuma. O número de listas em que você aparece importa muito menos do que quais são elas.
Quase nunca é um castigo por algo que você fez de propósito. Estas são as causas que se repetem.
Essa última causa importa mais do que parece. A maioria das conexões residenciais usa endereços dinâmicos: o que você recebe hoje pode não ser o de amanhã, então às vezes você herda um histórico alheio. Conexões empresariais e servidores costumam ter IP fixo, e aí a marca não some sozinha: é preciso pedir a remoção.
Se você sai por uma VPN, divide o endereço com muito mais gente, e basta uma única pessoa abusar para que ele fique marcado: é por isso que alguns serviços começam a bloquear você logo ao conectar. Para saber qual endereço você mostra de verdade, o teste de vazamentos de VPN o compara com o da sua conexão real, e a geolocalização de IP mostra qual país e qual operadora constam para ele.
A maioria das pessoas chega até aqui por causa de uma devolução: uma mensagem que volta com um texto em inglês cheio de siglas. Há três coisas a fazer, nesta ordem.
Leia a devolução inteira, não só a primeira linha. Quando a recusa vem de uma lista de bloqueio, o texto costuma citá-la e incluir um endereço web onde consultar o motivo e pedir a remoção. Ali você já tem meia resposta e, além disso, sabe qual lista específica está bloqueando você.
Identifique qual IP está sendo avaliado. Raramente é o do seu computador. Se você envia pelo Gmail, pelo Outlook ou por qualquer webmail, o endereço que o destinatário vê é o desse provedor, e o problema não está na sua conexão. Se a sua empresa tem servidor de e-mail próprio, ou se você envia de uma VPS ou de um formulário hospedado no seu site, aí sim: o endereço marcado é esse, e é ele que precisa ser verificado.
Descarte o que não é lista de bloqueio. Muitas devoluções não têm a ver com a reputação do IP. Os registros SPF, DKIM e DMARC do domínio estão ausentes ou mal escritos; o servidor não tem um registro PTR coerente com o nome que anuncia; o filtro de conteúdo do destinatário descarta a mensagem; ou a caixa de entrada não existe mais. Os registros de autenticação ficam nas entradas TXT do domínio e são lidos com a consulta de registros DNS. O contato de abuso do intervalo, caso você acabe precisando escrever para alguém, consta na consulta WHOIS desse endereço.
É a etapa em que mais se perde tempo. A reputação é sempre avaliada sobre o IP que estabelece a conexão, e esse endereço muda conforme o que você está tentando resolver.
Um atalho útil: se o problema é uma devolução, o endereço correto costuma vir escrito no próprio texto da recusa, porque os servidores costumam citá-lo literalmente junto com o motivo. Comece por aí antes de sair procurando.
A ordem não é decorativa. Se você pedir a remoção sem resolver a origem, o endereço vai aparecer de novo em questão de dias e você terá gastado o pedido à toa. Quando um IP reaparece repetidas vezes, a conclusão costuma ser a mesma: o aparelho infectado, o relay aberto ou a conta comprometida continuam lá.
Se não é você quem administra o servidor nem o roteador de saída, o procedimento cabe a quem administra: o seu provedor de hospedagem, o departamento de TI ou a operadora de internet. Escreva para eles com o endereço afetado, o nome da lista e o texto da devolução.
A verificação está no topo desta página: digite ali o endereço que você quer verificar — o seu, o do seu servidor de e-mail ou o da VPS da qual você envia —, porque o formulário aceita qualquer IPv4 público. Se não sabe com qual está navegando, clique em “Usar meu IP atual” ou copie-o em qual é o meu IP público.
Sair de uma lista é um procedimento; não voltar a entrar é um hábito. Estas são as medidas que realmente mudam o resultado a médio prazo.
E um hábito barato: verifique o endereço de vez em quando, não só quando algo dá errado. As listas agem sem avisar, e o aviso, quando chega, costuma ser um cliente dizendo que nunca recebeu a sua mensagem.
É aqui que mais conclusões desandam, nas duas direções. Estes são os limites reais da verificação.
Por isso falamos de sinais visíveis no momento da consulta, e não de um veredito. A reputação de um IP muda sozinha: basta a operadora reatribuir o endereço para você ou um vizinho de intervalo parar de enviar spam. Verificar de novo daqui a alguns dias faz parte do método. Os critérios com que rotulamos cada sinal estão na metodologia em português.
Digite o endereço IPv4 que você quer verificar no formulário do topo desta página e rode a consulta: ela mostra o resultado fonte por fonte nas listas públicas que temos configuradas. Se a sua preocupação é o e-mail, verifique o IP do servidor que envia as suas mensagens, que raramente é o mesmo do seu computador. O resultado cobre apenas as fontes consultadas.
As causas mais comuns são estas: um aparelho da sua rede enviou spam, quase sempre infectado sem que ninguém percebesse; o seu endereço participou de um ataque de força bruta contra servidores de terceiros; um servidor de e-mail mal configurado deixou que outros o usassem para retransmitir mensagens; ou o bloco ao qual o seu IP pertence carrega denúncias anteriores. Em conexões residenciais também há herança: os endereços mudam e você pode receber um que já estava marcado.
Primeiro descubra qual lista marcou você, porque cada uma tem o seu próprio procedimento. Depois corrija a causa: faça uma varredura nos aparelhos, feche a retransmissão aberta e troque as senhas das contas comprometidas. Só então peça a remoção no formulário de cada lista. Se você pedir sem resolver a origem, vai aparecer de novo em questão de dias.
Porque as listas de bloqueio são só um dos motivos de recusa. As mensagens também voltam quando os registros SPF, DKIM e DMARC do domínio estão ausentes ou mal escritos, quando o IP do servidor não tem um registro PTR coerente, quando o filtro de conteúdo do destinatário as descarta ou quando a caixa de destino não existe mais. O texto da devolução costuma indicar qual desses casos é o seu.
Depende da lista. Em algumas, as entradas expiram sozinhas depois de 24 ou 48 horas de comportamento limpo; outras exigem um pedido manual e levam de um a sete dias para processá-lo. Se você acabou de corrigir o problema, verifique de novo no dia seguinte. Quando o endereço reaparece repetidas vezes, é sinal de que a causa de fundo continua sem solução.
O efeito claro é no e-mail: os servidores que consultam essa lista recusam as suas mensagens ou as mandam para o spam. Na web é menos frequente, embora alguns serviços de segurança, firewalls e regras de CDN bloqueiem, sim, requisições por reputação. Se o seu site está atrás de uma CDN, os visitantes veem o IP da CDN, então o do seu servidor pesa principalmente no e-mail.
Às vezes sim, porque muitas conexões residenciais usam endereços dinâmicos e, ao reconectar, você recebe outro. Mas isso não resolve nada: se o aparelho que gerou a denúncia continua infectado, o endereço novo vai acabar marcado do mesmo jeito, e quem receber o anterior herdará o seu problema. Além disso, conexões empresariais costumam ter IP fixo, e aí não há nada para trocar.
Não necessariamente. É uma possibilidade real e vale descartá-la, mas endereços limpos também aparecem: intervalos compartilhados onde outro cliente abusou, denúncias antigas que ninguém retirou, IPs de VPN ou de hospedagem usados por muita gente ao mesmo tempo e erros pontuais. Aparecer em uma lista é um indício a ser investigado, não uma prova de infecção.
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