Todo domínio tem uma ficha pública: com qual registrador ele foi contratado, quando foi criado, quando expira e para quais servidores de nomes ele aponta. Digite um domínio, um IP ou um ASN e consulte aqui mesmo, em português. Aqui você também aprende a ler essa ficha campo por campo e a entender por que o nome do titular quase nunca aparece.
Digite um domínio (exemplo.com.br), um endereço IP público ou um ASN (AS15169) e nós devolvemos o registro público RDAP dele: registrador, datas de criação, alteração e expiração, status do domínio e servidores de nomes. Os campos de contato chegam ocultos na maioria dos domínios, e isso é o normal.
FonteRegistro público RDAP
Informe um domínio, um IP público ou um ASN para começar.
A consulta RDAP interroga o registro responsável pelo domínio ou pelo intervalo de IP informado e devolve registrador, datas, servidores de nomes e os dados de contato que ainda forem publicados. Esta página também explica como ler cada um desses campos.
O que não cobre
Não acessa dados protegidos por privacidade WHOIS. Não verifica a propriedade real do domínio nem fornece histórico de registros.
Resposta rápida: o que uma consulta WHOIS devolve
Uma consulta WHOIS — que hoje é respondida pelo RDAP — devolve a ficha administrativa pública de um domínio: com qual registrador ele foi contratado, quando foi criado, quando expira, para quais servidores de nomes está delegado e em que status se encontra. O nome do titular quase nunca aparece: desde que o GDPR passou a ser aplicado, os registradores ocultam os dados pessoais. Você obtém a ficha administrativa do domínio, não a identidade de quem está por trás dele.
O que um registro WHOIS contém, campo por campo
Todo domínio tem uma ficha no registro da sua extensão (.com, .br, .org), e é isso que a consulta devolve.
Registrador. A empresa com a qual o domínio foi contratado. Nunca é ocultado: é a porta em que se bate quando há um problema.
Datas. Criação, última alteração e expiração. A de expiração diz até quando o domínio está pago, não quando ficará livre.
Servidores de nomes. Os servidores aos quais o registro delega o domínio. Eles indicam quem manda tecnicamente: se são de uma hospedagem ou de uma CDN, é ali que vive a configuração real.
Status do domínio. Códigos como clientTransferProhibited ou clientHold. O primeiro é um bloqueio de transferência comum e desejável; o segundo indica que o registro deixou de publicar o domínio, e explica muitas quedas repentinas.
Contatos. Titular, administrativo, técnico e de cobrança: a parte que hoje chega oculta, exceto o contato de abuso do registrador, obrigatório e público.
Se você consulta um endereço IP, quem responde é o registro regional que administra esse intervalo — RIPE NCC, LACNIC, ARIN, APNIC ou AFRINIC —, com o bloco, a organização à qual ele foi atribuído, o país e uma caixa de abuso: a operadora da rede, não o dono do site. Esse bloco é examinado com a consulta de ASN, e o país dele com a geolocalização de IP.
Por que você não vê o nome do titular: o GDPR e a privacidade do domínio
É a surpresa mais comum de quem consulta um domínio pela primeira vez: você procurava um nome e encontra “REDACTED FOR PRIVACY” ou o de um serviço no lugar dele. Há duas causas diferentes.
A primeira é regulatória. Desde que o GDPR, o regulamento europeu de proteção de dados, entrou em vigor em 2018, os registradores ocultam as informações de contato pessoais dos domínios registrados por pessoas físicas no Espaço Econômico Europeu: o e-mail e o telefone de uma pessoa física são dados pessoais, e publicá-los em um diretório aberto deixou de ter cabimento.
A segunda é um serviço contratado. Os serviços de privacidade de domínio oferecidos por registradores como Namecheap, GoDaddy ou Cloudflare substituem os dados do titular pelos de um intermediário. O domínio continua registrado em nome de uma pessoa ou de uma empresa reais; o registro só não o publica.
Em nenhum dos dois casos o dado desaparece: ele continua nos sistemas do registrador, que é obrigado a atender os pedidos legítimos. O que mudou é quem pode vê-lo sem explicar para quê.
RDAP: o substituto técnico do WHOIS clássico
O WHOIS de sempre é um protocolo antigo: ele devolve texto livre, sem formato definido, então cada registro escreve os seus campos como quer, e quem os lê precisa adivinhar. Ele também não trafega criptografado nem lida bem com domínios acentuados.
O RDAP — Registration Data Access Protocol — é o substituto dele. Devolve JSON estruturado, trafega sobre HTTPS, trata corretamente os nomes de domínio internacionalizados e aceita consultas parciais. A ICANN começou a exigir suporte a RDAP dos registradores em 2019. Ele tem ainda um mecanismo oficial de bootstrap: uma tabela pública indica qual servidor responde por cada extensão e por cada intervalo, então a consulta chega sozinha ao registro certo.
A consulta do MyIPScan usa RDAP: os rótulos do resultado estão em português, mas alguns valores chegam do jeito que o registro os publica, com a terminologia do protocolo em inglês.
Como consultar um domínio, um IP ou um ASN
O formulário acima aceita os três tipos de valor no mesmo campo. Quatro regras evitam as consultas que não devolvem nada.
Digite o domínio registrável e nada mais. exemplo.com.br, não https://www.exemplo.com.br/precos: o protocolo, o www e o caminho sobram.
Subdomínios não têm ficha própria. blog.exemplo.com.br não está registrado em lugar nenhum; quem o criou foi quem controla exemplo.com.br. Consulte sempre o domínio registrável, ou seja, exemplo.com.br.
Para um IP, use o endereço público. Os privados — 192.168.x.x, 10.x.x.x e de 172.16 a 172.31 — não têm registro: eles se repetem em milhões de redes. Se você não sabe com qual sai para a internet, a verificação de qual é o meu IP público mostra para você.
Para um sistema autônomo, digite AS e o número. Por exemplo, AS15169.
Depois leia o resultado em ordem: o registrador e o status dizem se o domínio está saudável e a quem se dirigir; as datas situam a idade dele; os servidores de nomes revelam qual provedor tem o controle técnico. O que esses servidores respondem de verdade já não está no registro: isso se verifica com a consulta de registros DNS.
O que fazer quando os dados do titular estão ocultos
O nome estar oculto não fecha o caminho, só o desvia. Quem procura o dono de um domínio quer, na verdade, uma destas quatro coisas.
Denunciar um abuso ou uma fraude. Pegue o nome do registrador — esse campo nunca é ocultado — e localize o contato de abuso dele, também público e obrigatório. Anexe URLs completas, capturas de tela e datas: uma denúncia sem provas é arquivada.
Remover conteúdo hospedado. Se o problema está no que o site publica, quem pode agir é a empresa que o hospeda: resolva o domínio para o IP dele, consulte-o e escreva para a caixa de abuso do bloco. Atrás de uma CDN, esse endereço será da CDN.
Comprar o domínio. Escreva para o contato que o registro publicar: quando há um serviço de privacidade no meio, esse contato é o intermediário que ocupa o lugar do titular.
Agir pela via judicial. Diante de uma violação de marca, de um golpe ou de um crime, só o procedimento formal perante o registrador ou a autoridade competente pode obrigar a revelar a identidade.
Se o que trouxe você até aqui foi um e-mail suspeito, o verificador de lista negra de IP acrescenta contexto sobre o endereço de onde ele foi enviado.
O que um registro WHOIS não prova
É aqui que mais conclusões desandam. O registro é uma anotação administrativa, não um certificado.
Não prova a propriedade. O campo de titular reflete o que consta em um banco de dados, não uma identidade verificada: ele pode estar desatualizado, trazer o nome da agência que fez o registro ou conter dados falsos.
Não diz se um site é seguro ou legítimo. Um domínio antigo pode ter sido comprometido ontem; um criado na semana passada pode ser honesto. A data de criação é contexto, nunca um veredito.
Privacidade não é indício de culpa. Ocultar os dados pessoais é hoje o comportamento padrão do setor, e muitas vezes nem foi o titular quem escolheu.
Os servidores de nomes são delegação, não realidade. Eles dizem para quem o registro delega, não o que esses servidores respondem agora.
O registro de um IP descreve a rede, não o site. Com hospedagem compartilhada e CDN, milhares de sites sem relação entre si dividem um endereço.
Por isso o resultado é um sinal limitado e público: ele descreve o que o registro publica agora, e pode chegar com atraso depois de uma troca de registrador. Um registro impecável não atesta que o domínio é confiável, assim como um campo vazio não acusa ninguém. Os critérios de cada sinal estão na metodologia em português.
Perguntas frequentes sobre a consulta WHOIS
Como saber quem é o dono de um domínio?
Consulte o registro público dele com uma busca WHOIS ou RDAP: você verá o registrador, as datas de criação e de expiração e os servidores de nomes. O nome do titular quase sempre estará oculto por proteção de dados. Se você precisa dele por causa de um abuso ou de uma questão legal, escreva para o registrador, porque esse campo nunca é ocultado.
Por que a consulta WHOIS não mostra os dados do titular?
Por dois motivos que se somam. Desde a entrada em vigor do GDPR europeu em 2018, os registradores ocultam as informações de contato pessoais dos domínios registrados por pessoas físicas. Além disso, muitos titulares contratam um serviço de privacidade que substitui os dados deles pelos de um intermediário. O domínio continua em nome de alguém real; o registro simplesmente deixa de publicá-lo.
O que é RDAP e qual é a diferença em relação ao WHOIS clássico?
RDAP (Registration Data Access Protocol) é o substituto moderno do WHOIS. Ele devolve JSON estruturado em vez de texto livre, trafega sobre HTTPS, trata corretamente os domínios internacionalizados e aceita consultas parciais. A ICANN começou a exigir o suporte dos registradores em 2019. Na prática, o resultado chega mais organizado e é mais confiável, principalmente nas extensões novas.
Como vejo quando um domínio expira?
A data de expiração aparece no registro, junto com a de criação e a da última alteração. Ela indica até quando o domínio está pago, não quando ficará livre: expirar e ficar disponível para outro comprador são duas coisas diferentes. Se você tem interesse em um domínio, consulte o registro de novo em vez de confiar nessa data.
Dá para consultar o WHOIS de um endereço IP?
Sim. Quem responde é o registro regional que administra o bloco — RIPE NCC, LACNIC, ARIN, APNIC ou AFRINIC —, e ele devolve o intervalo, a organização à qual foi atribuído, o país registrado e um contato de abuso. Isso identifica a operadora da rede, não o dono do site: com hospedagem compartilhada e CDN, um mesmo endereço atende muitos domínios.
O dono do domínio fica sabendo que eu consultei o WHOIS dele?
Não. A consulta vai para o registro, não para o domínio nem para o servidor web dele, e o titular não recebe nenhum aviso. São dados publicados justamente para poderem ser consultados. A única coisa que fica é a sua requisição no servidor do registro, como em qualquer outra consulta a um serviço público.
Como denuncio um domínio fraudulento se os dados dele estão ocultos?
Localize o registrador no registro público e procure o endereço de contato de abuso dele, que é obrigatório e não é ocultado. Envie a denúncia com as URLs completas, capturas de tela e datas. Se o problema é o conteúdo hospedado, escreva também para o provedor de hospedagem, que você identifica consultando o IP do site. Sem provas concretas, essas denúncias não vão adiante.
Posso ocultar os meus dados no WHOIS do meu domínio?
Na prática eles já costumam estar ocultos, porque a maioria dos registradores não publica informações pessoais por padrão. Além disso, você pode contratar o serviço de privacidade do registrador, que publica os dados de um intermediário no seu lugar. Um detalhe importante: perante o registrador, os seus dados reais continuam sendo obrigatórios, e um pedido legítimo pode recuperá-los.